Jornal 100% Animal – “TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS…” Saint Exupery.
É simplesmente fascinante a companhia de um animal de estimação. Uma experiência de admiração e respeito incondicionais. Entretanto a decisão de se adquirir um pet deve ser tomada com muito bom senso, baseada em planejamento, pesquisa e consenso entre todos os membros da família, inclusive as crianças.
Primeiramente, todos devem estar dispostos a se envolver e se comprometer, direta ou indiretamente, em sempre buscar o bem estar desse animal. Assim como, todos devem estar cientes de que iniciarão uma relação que durará em média 10 anos. E nesse período, muita coisa pode mudar na vida da gente… e esses seres serão nossos dependentes até o último dia de suas vidas…
Caninos e felinos ainda são as espécies mais comuns como bichinhos de estimação, e apresentam grandes diferenças entre si, especialmente no que se refere à saúde, necessidades nutricionais e hábitos de vida.
Embora mais independentes, é errôneo pensar que ter um gatinho significa menos trabalho e responsabilidade. Os felinos requerem tanta dedicação e comprometimento quanto os cães, sem contar que possuem expectativa de vida em torno de 5 anos a mais que os cães.
Escolhida a espécie deve-se fazer uma detalhada pesquisa sobre as diferentes raças, lembrando-se que cada uma tem suas particularidades, o que as torna mais ou menos indicadas aos diferentes estilos de vida das pessoas. Especialmente em relação aos cães as diferenças raciais são inúmeras: porte pequeno, médio, grande, pelagem curta ou longa, focinho curto ou longo, atleta, caçador, companhia, etc. Lembrem-se: todos os filhotes são fofos, tem olhinhos brilhantes e carinha de ursinho…
A procedência do filhote é um quesito muito importante. O ideal é que venha de um criador experiente para a raça escolhida. Na medida do possível evite adquirir animais que estejam expostos em feiras ou pet shops. Revistas de criadores e sites especializados são boas fontes de informação sobre as raças e suas características.
Não deixe de considerar a adoção como uma opção. Existem ONGs sérias e confiáveis cujo trabalho tem ajudado muitos animais abandonados a própria sorte.
O planejamento financeiro, se não o mais, é um dos itens cruciais a ser considerado por quem pensa em ter um bichinho em casa. Os custos devem ser estimados e incorporados ao orçamento familiar. As despesas com cuidados básicos são facilmente previsíveis, tais como: alimentação, vacinação, consultas veterinárias e exames laboratoriais de rotina, cirurgia para esterilização, banho e tosa, hotel, adestrador, etc. Porém, uma porcentagem do orçamento deve ser destinada àqueles gastos imprevisíveis, que normalmente são maiores e nos pegam de surpresa, são eles: doenças, cirurgias de emergência, traumas, brigas, atropelamentos, etc. Lembrando-se que em relação a saúde, assim como na medicina humana, a prevenção é sempre a melhor e menos onerosa das opções.
Por fim não posso deixar de falar sobre a questão da disponibilidade de tempo. Assim como com um filho, a boa convivência entre dois seres está diretamente relacionada a qualidade do tempo que passam juntos. Uma rotina que inclua brincadeiras, carinhos e passeios é essencial para a saúde dessa relação.
Qualquer cão precisa de passeios diários. A maior interação entre um responsável e o cão acontece durante as caminhadas. É nesse momento que a relação entre líder e seguidor é estabelecida. Não se esquecendo é claro que para aqueles animais condicionados a fazerem suas necessidades durante os passeios, é do proprietário a responsabilidade de remoção dos dejetos das vias publicas, praças e canteiros, colaborando assim com a limpeza e sanidade do meio onde vive, uma vez que esses locais são extensões de nossa casa.
Cães e gatos precisam de estímulos para brincadeiras e atividades físicas, mesmo aqueles que tenham grandes espaços a sua disposição. Sem motivação tendem a tornarem-se ociosos e sedentários ou estressados, ansiosos e muito agitados.
Em síntese, todos os itens acima devem ser avaliados antes de se adquirir um animal de estimação. O ideal é que um profissional veterinário seja previamente consultado para que os detalhes sobre a raça, procedência, custos e cuidados em geral sejam esclarecidos, afinal ele deverá ser o parceiro a ser consultado em todas as situações onde existam duvidas, inseguranças ou problemas com a saúde do seu amigo.
E se depois de todos esses passos, já com o animal sob sua responsabilidade, a convivência tornar-se impossibilitada por qualquer motivo, NUNCA, mas nunca sequer considere a possibilidade de abandoná-lo na rua, ele não sobreviverá sozinho…
Dra. Gislaine Nonino Rosa
. Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais
. Pós Graduada em Odontologia Veterinária pela Anclivepa/SP
. Sócia Fundadora da ABOV
(Associação Brasileira de Odontologia Veterinária)
. Médica Veterinária da Nova Vet – Clinica Veterinária e Pet Store
Av. Dr. Jesuíno Marcondes Machado, 2366 – Chácara da Barra
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